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Todo obeso, todo gordo, toda pessoa acima do peso…todos eles necessariamente têm problemas de autoestima?

O por quê de emagrecer, a maioria sabe e responde facilmente.

Mas, excluindo-se o fator saúde, para quê? PARA QUE emagrecer?

Quando é que nasce na gente a necessidade de fazer parte de um modelo?

Todo gordo é fadado a ser infeliz ou será que tem aqueles que realmente assumem e CONSEGUEM ser felizes?

Ou será que a sociedade RESUME aos gordos, sararás e pobres a realidade de que, ninguém, é feliz totalmente?

No meu ponto de vista, felicidade também é escolha. Óbvio que uns tem mais suporte ou  menos provações que outros.

Mas felicidade é escolha.

Minha obesidade me deixa triste? Muito!

Eu adoraria ter sido uma adolescente cobiçadérrima. Mas… eu vejo amigas lindas sofrendo dos mesmos males que eu.

E eu perdí muito tempo não vivendo plenamente, me apoiando nas minhas mazelas. O dia que entendí que poderia, sim, ser amada e respeitada da maneira que sou …ou tomei outras decisões parecidas em relação à minha mãe, à terceiros, etc…e toquei minha vida, foi uma libertação.

MAS MESMO ASSIM, continuo, uns tempos sim, outros não, lutando contra meu sobrepeso e querendo ser mais bonita. Porque, para mim, é uma questão de equilíbrio. Comida é meu vício e como todo e qualquer vício, me atrapalha o tal de “viver para comer”.

Voltei à terapia – me arrastando para isso …uma preguiiiiiça que só eu sei. Estou tocando em pontos que deixei de lado.

Tem gente que fica ansiosa a espera de um evento e preenche o tempo e o nariz cheirando, ou fuma unzinho. Eu como.

Minha comida existe para afugentar meu tédio e hoje, é controladora dos meus horários. E não quero isso. Não admito. Pelo menos hoje, não.

Só por hoje.

Mas, nem por um momento, eu aceito o rótulo de gorda preguiçosa, gorda infeliz ou fadada a infelicidade. Mesmo sabendo que eu preciso melhorar e muito, para mim, eu não aceito mais parar minha vida por causa das minhas banhas.

A atitude que a gente tem em frente à vida, é mais uma das difíceis escolhas que temos que tomar.

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É a terceira vez em menos de um ano.  Tá com cara de que vai ser a última, visitando este cliente.

Estou ao norte de São Francisco, hospedada em San Rafael e trabalhando em Novato. Perto de Sonoma e Napa, regiões que têm muitas vinícolas.

Brasiliero que se preza, vem para cá desvendar outlets, Macy’s, Victoria Secret’s , Best Buy  e as vinícolas.

Eu só fui conhecer vinícolas desta vez (e olha que gosto de vinho), com o privilégio de ter uma “local” me conduzindo. Foi excelente e relaxante, com exceção de alguns momentos em que as duas americanas que me acompanhavam (ou que eu acompanhava) começaram a se alfinetar. O bom nessa vida é ser bêbado econômico. Porque ir para as vinícolas fazer “tasting” ou, degustação, pode ser pouquinho para fortes…doses homeopáticas de cada vinho, digo. Só que, de novo, sou bêbada econônima. Então, o mundo podia cair para as duas porque eu tava numa “nice”.

Eu penso que perdí muito tempo antes, nas compras, e devia ter explorado as vinúcolas na época de primavera em que estive aquí na primeira vez. Na verdade, eu e outros dois brasileiros chegamos a passar por alguns vinhedos, mas não nos informamos bem sobre como funcionava e desistimos. Mas eu me lembro das cores… impressionantes. Numa dessas vinícolas que fui ontem, havia um trio tocando “Girl from Ipanema”. Já me sentí bem melhor.  Minutos depois, um casal no meio do jardim, dançado uma música que não pude identificar. O Friozinho, o sol sobre eles, as taças de vinho. Ahhhh, o amor! Bateu aquela coisinha triste, mas boa. Sabem? Acho que é saudade.

… muito tempo só ouvindo inglês e com saudades de casa, e do marido, e das irmãs (nossa…como sinto saudade delas!), das amigas e fica só convivendo com gente do trabalho. Queria  ficar um pouco só.  Aliás, de tudo citado, acho que o último caso – conviver só com gente do trabalho e ter que lidar com “agendas ocultas” –  é o que mais influencia essa vontade de estar só.

Eu fiquei encantada com São Francisco desde que passei pela cidade a primeira vez, meses atrás. Explorei bastante o lado comercial da cidade (aliás, nos EUA, o que não é comercial?), mas não tinha explorado nenhum parque. E pelo que me lembro, dos grandes são pelo menos três deles.

Hoje  o plano era ir numa loja da Disney, e depois outra loja da Victoria Secret’s para encontrar encomendas alheias…mas daí deu aquele estalo… aquela propaganda que escutei na rádio todos os dias indo trabalhar, falando de oceanário, e da floresta tropical… enfim.. desviei a rota e fui passar o dia no  Golden Gate Park e dentro dele, a California Academy of Sciences.

Eu me arrependí muito de não ter trazido câmera. Era eu, muitos pais com suas crianças, senhores,  senhoras, gente jovem.  Muito ruído, mas aquela coisa agradável e não surtada de compras. Muitos peixes…er…um oceanário deve ter peixes e muitos né? Águas-vivas e até aquele peixe que tem uma luz, no Nemo, sabem?

Foi muito agradável e na verdade, não explorei nem 1/10 do que o parque tem a oferecer.

Recomendo programas como esse. E muiiiito bom para alma, mente, corpo e para o bolso.

Primeira:
Aquí no meu cliente, desde ontem, no buffet de saladas, eles colocaram um cartaz  ensinando como “montar uma salada inteligente”.

Usaram os pegadores para identificar, através de suas cores, o que podemos pegar à vontade-verde, o que necessita cautela-amarelo e tudo aquilo deveríamos evitar, ou seja, que mais gostamos e que fazem da salada algo bom de comer, como molhos, queijos gordurosos e coutrons – vermelho.

Já ouví dizer que quando comemos sem culpa não engordamos. Se alguma pessoa sapeca for lá e trocar os pegadores, sem eu saber é claro, e identificar as coisas mais calóricas com o pegador verde, eu não engordo?

Segunda:
Quantas calorias tem uma caca de nariz?
Porque se forem muitas, tem gente que engorda bastante só o tempo que fica parado no trânsito, né?

De quando em vez, me encontro com um grupo e amigas para tomarmos café, comer bolo e outros quitutinhos. Coisa de mineirada que saiu do estado, mas não do estado de espírito.

Às vezes estamos em quatro. Às vezes estamos em 5 ou 6. Sempre cabe mais o clube. E, independente de termos novatas presentes ou não, os integrantes principais do “clube” , já falaram tanto de assuntos gerais e da vida alheia (afinal, a carne é fraca e nós também temos nossos defeitinhos), que nunca nos reprimimos em assunto nenhum. Os pudores só aparecem muito, muito raramente.

E sabem como é… a intimidade é uma merda, mesmo!

Eu sou gorda. Aliás…quero muito “estar”gorda… mas já estou há mais de 20 anos, então é difícil adaptar o verbo.

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