Saúde


Todo obeso, todo gordo, toda pessoa acima do peso…todos eles necessariamente têm problemas de autoestima?

O por quê de emagrecer, a maioria sabe e responde facilmente.

Mas, excluindo-se o fator saúde, para quê? PARA QUE emagrecer?

Quando é que nasce na gente a necessidade de fazer parte de um modelo?

Todo gordo é fadado a ser infeliz ou será que tem aqueles que realmente assumem e CONSEGUEM ser felizes?

Ou será que a sociedade RESUME aos gordos, sararás e pobres a realidade de que, ninguém, é feliz totalmente?

No meu ponto de vista, felicidade também é escolha. Óbvio que uns tem mais suporte ou  menos provações que outros.

Mas felicidade é escolha.

Minha obesidade me deixa triste? Muito!

Eu adoraria ter sido uma adolescente cobiçadérrima. Mas… eu vejo amigas lindas sofrendo dos mesmos males que eu.

E eu perdí muito tempo não vivendo plenamente, me apoiando nas minhas mazelas. O dia que entendí que poderia, sim, ser amada e respeitada da maneira que sou …ou tomei outras decisões parecidas em relação à minha mãe, à terceiros, etc…e toquei minha vida, foi uma libertação.

MAS MESMO ASSIM, continuo, uns tempos sim, outros não, lutando contra meu sobrepeso e querendo ser mais bonita. Porque, para mim, é uma questão de equilíbrio. Comida é meu vício e como todo e qualquer vício, me atrapalha o tal de “viver para comer”.

Voltei à terapia – me arrastando para isso …uma preguiiiiiça que só eu sei. Estou tocando em pontos que deixei de lado.

Tem gente que fica ansiosa a espera de um evento e preenche o tempo e o nariz cheirando, ou fuma unzinho. Eu como.

Minha comida existe para afugentar meu tédio e hoje, é controladora dos meus horários. E não quero isso. Não admito. Pelo menos hoje, não.

Só por hoje.

Mas, nem por um momento, eu aceito o rótulo de gorda preguiçosa, gorda infeliz ou fadada a infelicidade. Mesmo sabendo que eu preciso melhorar e muito, para mim, eu não aceito mais parar minha vida por causa das minhas banhas.

A atitude que a gente tem em frente à vida, é mais uma das difíceis escolhas que temos que tomar.

Eu tenho medo de morrer. Ontem fui conhecer a filha de amigos e , se por um lado a família estava feliz pela renovação, não pude deixar de reparar que a Bisa estava amuada.
Tenho uma tia que diz “é muito ruim ficar véio”.
Não deve ser bom, de fato. Ossos frágeis, pele sem elasticidade, músculos fracos – e isso apenas o corpo.
Mas eu, que espero ter a sabedoria para envelhecer em paz, me sinto muito vulnerável, já temo a morte.
Temo mesmo. Há dias em que vejo alguma notícia ruim, e já fico pensando que era um dia comum, para mim e para “eles”.
E finito est.
Eu acho que isso acontece muito porque eu tenho medo de não viver tudo que quero.
Mas o que realmente quero?
A Ironia é que volto à terapia para me ajudar a fazer mais e falar menos. Mas vou sem crença e paciênca para as sessões, porque acho que é uma hora a menos (fora o trânsito), uma grana a menos (“investimento, não gasto, Dani, pense assim!”) que deixo de agir ao invés de elocubrar.
Eu tenho muita saudade do que não viví, porque qualquer motivo que seja.
E uma arrogância danada por não querer acabar.

Seria isso a melancolia?

Sempre que meu marido ou amigos ficam soltando muita abobrinha (não, não são estúpidos… são aobrinhas propositais), eu digo: ‘Hoje você está especial, né?’.

Pois bem, parece que hoje especial estou eu.

Gastei 35 anos da vida para entender que uma pessoa obesa, pode sim, se gostar. Eu me atrevo até a dizer que há obesos que conseguem ter autoestima elevada e simplesmente “não ligarem” com o sistema.

Estou me achando idiota por não conseguir juntar 2+2 antes. Mas meus “sensores” de culpa, insistem em dizer que isso é apenas autoengano.

P.S.: A nova ortografia tá me matando.

Tive uma coisa, um treco durante a semana. Uma vontade danada de arrumar armários e gavetas.

Chamo de treco porque realmente uma coisa que se sente assim, não pode ser chamada diferente.

Há vários sentidos escondidos nisso, tenho certeza. Mas a vontade passa tão logo eu comece a satisfazê-la.

É um saco mesmo, mas já já vou lá dar continuidade. Eu fiz essa pausa apenas para procurar dicas de arrumação na internet. Porque sinceramente acredito que a ordem como colocamos as coisas, pode nos ajudar no dia-a-dia.

Mas eu não sei arrumar nada direito. Tento culpar o espaço do apertamento, mas mesmo que eu tivesse uma mansão, a desorganização seria a mesma. Sempre foi assim.

Mas eu quero muito organizar tudo aqui. E começar a ME reorganizar.

Se quiserem me mandar dicas úteis, aceito.

Começa aqui uma que acabei de ver… arrumar peças pequenas (como calcinhas, maquiagem e bijoux) em nichos. Eu não tenho as estruturas dos nichos em casa, então vou para o armário de toalhas.

Vou liberar espaço e doar algumas coisas. Deixar ir.

E vou tentar conseguir espaço e melhorar em disciplina para deixar algumas coisas (não necessariamente novas compras, me entendam) entrarem … entrarem no meu cotidiano.

E como diria mamãe: quem não se enfeita, se enjeita.

É a terceira vez em menos de um ano.  Tá com cara de que vai ser a última, visitando este cliente.

Estou ao norte de São Francisco, hospedada em San Rafael e trabalhando em Novato. Perto de Sonoma e Napa, regiões que têm muitas vinícolas.

Brasiliero que se preza, vem para cá desvendar outlets, Macy’s, Victoria Secret’s , Best Buy  e as vinícolas.

Eu só fui conhecer vinícolas desta vez (e olha que gosto de vinho), com o privilégio de ter uma “local” me conduzindo. Foi excelente e relaxante, com exceção de alguns momentos em que as duas americanas que me acompanhavam (ou que eu acompanhava) começaram a se alfinetar. O bom nessa vida é ser bêbado econômico. Porque ir para as vinícolas fazer “tasting” ou, degustação, pode ser pouquinho para fortes…doses homeopáticas de cada vinho, digo. Só que, de novo, sou bêbada econônima. Então, o mundo podia cair para as duas porque eu tava numa “nice”.

Eu penso que perdí muito tempo antes, nas compras, e devia ter explorado as vinúcolas na época de primavera em que estive aquí na primeira vez. Na verdade, eu e outros dois brasileiros chegamos a passar por alguns vinhedos, mas não nos informamos bem sobre como funcionava e desistimos. Mas eu me lembro das cores… impressionantes. Numa dessas vinícolas que fui ontem, havia um trio tocando “Girl from Ipanema”. Já me sentí bem melhor.  Minutos depois, um casal no meio do jardim, dançado uma música que não pude identificar. O Friozinho, o sol sobre eles, as taças de vinho. Ahhhh, o amor! Bateu aquela coisinha triste, mas boa. Sabem? Acho que é saudade.

… muito tempo só ouvindo inglês e com saudades de casa, e do marido, e das irmãs (nossa…como sinto saudade delas!), das amigas e fica só convivendo com gente do trabalho. Queria  ficar um pouco só.  Aliás, de tudo citado, acho que o último caso – conviver só com gente do trabalho e ter que lidar com “agendas ocultas” –  é o que mais influencia essa vontade de estar só.

Eu fiquei encantada com São Francisco desde que passei pela cidade a primeira vez, meses atrás. Explorei bastante o lado comercial da cidade (aliás, nos EUA, o que não é comercial?), mas não tinha explorado nenhum parque. E pelo que me lembro, dos grandes são pelo menos três deles.

Hoje  o plano era ir numa loja da Disney, e depois outra loja da Victoria Secret’s para encontrar encomendas alheias…mas daí deu aquele estalo… aquela propaganda que escutei na rádio todos os dias indo trabalhar, falando de oceanário, e da floresta tropical… enfim.. desviei a rota e fui passar o dia no  Golden Gate Park e dentro dele, a California Academy of Sciences.

Eu me arrependí muito de não ter trazido câmera. Era eu, muitos pais com suas crianças, senhores,  senhoras, gente jovem.  Muito ruído, mas aquela coisa agradável e não surtada de compras. Muitos peixes…er…um oceanário deve ter peixes e muitos né? Águas-vivas e até aquele peixe que tem uma luz, no Nemo, sabem?

Foi muito agradável e na verdade, não explorei nem 1/10 do que o parque tem a oferecer.

Recomendo programas como esse. E muiiiito bom para alma, mente, corpo e para o bolso.

Primeira:
Aquí no meu cliente, desde ontem, no buffet de saladas, eles colocaram um cartaz  ensinando como “montar uma salada inteligente”.

Usaram os pegadores para identificar, através de suas cores, o que podemos pegar à vontade-verde, o que necessita cautela-amarelo e tudo aquilo deveríamos evitar, ou seja, que mais gostamos e que fazem da salada algo bom de comer, como molhos, queijos gordurosos e coutrons – vermelho.

Já ouví dizer que quando comemos sem culpa não engordamos. Se alguma pessoa sapeca for lá e trocar os pegadores, sem eu saber é claro, e identificar as coisas mais calóricas com o pegador verde, eu não engordo?

Segunda:
Quantas calorias tem uma caca de nariz?
Porque se forem muitas, tem gente que engorda bastante só o tempo que fica parado no trânsito, né?

O que é a cabeça da pessoa…..

1) Desculpem se já falei essa. Meses atrás estava eu entrando no consultório da minha nutricionista, que não tem secretária. Funciona assim..no consultório tem uma ante-sala (é assim que escreve?), e se ela está antendendo um paciente a ante-sala fica aberta, eu chego, sento alí e espero. Se ela estiver me atendendo e não tiver ninguém marcada depois de mim, ela deixa a porta do consultório aberta e da ante-sala fechada. Isso tudo só para contar que entrei no consultório e logo em seguida tocou o interfone. A menina que tinha se consultado antes de mim voltou, para pedir para a nutricionista interfonar lá no térreo para pedir que o moço que a acompanharia no elevador subisse para buscá-la. A moça de uns 25 anos, no máximo, que disse nunca ter ficado presa num elevador, simplesmente não entraria em um sozinha, nem desceria pela escada desacompanhada também…. E concluímos juntas (eu e a nutricionista): “o que é a cabeça da pessoa”.

2) Das seis noites  que estou aquí, dormí cinco. Bom número se eu não tivesse tido pesadelo em todas elas. Se não pesadelos, sonhos confusos. E todos altamente interpretáveis. Facilmente. Minhas mãos presas entre minhas coxas. Uno vermelho. Uma hora estou numa cadeira de rodas e na outra entendo que posso andar  (MILAGRE!!). A praça que eu brincava na infância e que no meu sonho está lá, só que com muito mais degraus a subir e a descer.O artista da novela que na verdade é o meu marido ou alguma figura do passado. A atriz que na verdade é minha irmã ou uma amiga. Vocês tem sonho assim? Eu vivo sonhando com gente que é famosa ou não. Que é do meu passado ou que nunca ví na vida. Mas eu sonho com aquela pessoa – fisicamente, mas na verdade ela é outra. O que é a cabeça da pessoa, não?

3)Tudo tem sido cíclico, não apenas meus dias conturbados de TPM aparacem mensalmente.. meus medos aparecem em ciclos. Minhas inseguranças também. Minhas fases de ciúme também. E aquí vou eu tentar me convencer que desda vez, quando eu começar a emagrecer de novo, vai ser para sempre. Dizem alguns médicos e a minha nutricionista que o negócio é mudar de casa… a casa do número na balança, quero dizer. E que tem que ter determinação porque o  cérebro não gosta de emagrecer e quando ele nota contenção, faz de tudo para você voltar ao peso que estava. Aliás… o certo não é o cérebro querer engordar…é querer voltar ao que está programado. E afinal… o cérebro, veja você, não é a cabeça da pessoa?

É o que tou tentando dizer: Olha o que é a cabeça da pessoa!

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