Casamento


2010 vai me deixar saudades.

No lado profissional eu conseguí conquistar um certo espaço e ter algum reconhecimento. As finanças estão equilibradas e finalmente acho que começo a sentir o gosto bom de aprender a poupar.

Consolidei amizades que já eram fortes e conquistei, através das primeiras, mais algumas. Tenho mulheres lindas e fortes na minha vida.

Viajei e, ainda que a trabalho e talvez, em hora não muito oportuna, dei conta do recado e conhecí cultura diferente – tudo que eu gosto…sempre.

Julho já teria sido suficientemente marcante por ter sido em seu 8 dia o aniversário de um ano da minha cirurgia…

Mas o meio do mês foi muito especial por causa do meu casamento … com um companheiro maravilhoso e com a benção dos nossos pais, irmãos, sobrinhos e amigos.. queridos amigos. Sobre o casamento nem preciso falar muito, porque já falei em outro post. Mas, se eu soubesse que era tão bom casar, com festa e tudo, eu nunca teria falado que não queria algo assim. Aliás, bem trouxa eu…que adoro celebrações e rituais, achar que não me divertiria! E foi ótimo! Do jeitinho que nós quisemos!

O segundo semestre foi dedicado praticamente ao trabalho e só. E chegou Dezembro e as férias vieram…e já foram… e um ano novo vem aí…cheio de promessas novas, e das antigas… e isso sim, é o que me aflige. Promessas antigas não cumpridas. Como a de emagrecer. Bem…esse ano e até cumprí a promessa…emagrecí sim. Mas engordei de novo. Mas foi do 2 bimestre para frente. Se eu já tinha emagrecido, posso considerar que cumprí, afinal, a promessa?

Infelizmente, não é assim que funciona. E já estou eu aquí, renovando promessas e o medo que vem com elas. Assuntinho chato esse…obesidade…promessa de ano novo.

Mas enfim, todos tem alguma coisa que pega no calo. Essa é a minha questão.

Se 2011 vier com tudo de bom – família, amigos e um certo equilibrio para curtir as coisas materiais – já entro ganhando.

Mas prometo também, de novo, perder peso…. a segunda parte da promessa é manter.

Que cruz, né?

“Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro”. Clarice Lispector

 

Well…enfim… beijos às pessoas que amo e me amam. Algumas delas da blogsfera (eu odeio essa palavra).

Um 2011 cheio de 365 dias lindos … cada um deles, para vocês. Para nós tudin.

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Nossa!

A vida pessoal parou em Maio. Projetos de Scrap, projetos de cursos… projetos de vida – com exceção do casamento.

Viajei a trabalho e só na semana do casamento estava de volta “pro” meu aconchego.

E esses dias atrás, eu tive muita vontade de escrever e compartilhar sensações únicas…únicas. Mas, já voltei à rotina de trabalho…e a gente vai deixando de lado…deixando de lado…

Entre uma conversa, um desabafo, e outros com as amigas bordadeiras, a reclamação de estar deixando as coisas pessoais de lado.

E eis que surge a necessidade, interna e externa, de tomar o rumo da própria vida.

Dos últimos três meses, quero compartilhar com vocês os fragmentos de longas discussões abaixo…que podem não se encaixar a certa altura quando lidos por outros, mas para mim, estão TODOS interligados:

– Se eu soubesse que casar é tão bom, tinha dado um jeito de fazer isso antes. E falo do casar com comemoração e tudo, porque já vivíamos juntos. Mas a sensação é diferente…e eu não acreditava nisso, mas é! Eu brincava, dizendo que ia sair do pecado! Pura bobeira mesmo…porque sou boba, vocês sabem. Mas já era romântica antes disso tudo… só achava a coisa toda dispensável. Mas aqui vai: dentro de suas possibilidades, se tiver a mínima vontade, não hesite. Vai! É bom!

– Quatro figuras me faltaram em meu casamento: Jana, Évery, Nalu e Daniela. E todas as figuras que lá estavam… nossa…que explosão de carinho! Quase um comercial de amaciante de roupas, misturado com pessoas felizes de uma propaganda de “sorriso”. Refrescante para nossas almas!

– E eu olhei para meu pai…85 anos, no terno bem alinhado. Que previlégio o meu! E se por um lado pequei, que abençoada sempre fui! Encostei minha cabeça no seu ombro, deixei que me levasse pelo braço (como quando eu era sua pequena)…Pensem numa pessoa que chorou e sorriu muito ao mesmo tempo. Eu.

– Nos divertimos demais! Demais!

– E lá nos steitis, em meio à uma invasão indiana, uma americana me pergunta se eu casava por amor ou se era “arranjado”. É AMOR! Que sorte a minha!

– E eu não penso mais em mim, sem ele =)

– E mesmo como já tínhamos a casa montada, ganhamos alguns presentes. Em apertamento, foi preciso esvaziar algum espaço para entrar no material novo. Eis que me deparei no último sábado, arrumando estante cheia de badulaque…e adorando. Minha gente, é o final dos tempos!

– E como diria Dinda Gutícula: “Às vezes o destino empurra a gente para o destino certo…e a gente insiste em desviar”… e é aquí que tomar o rumo, mesmo abrindo mão de certas outras confortáveis coisas, entra. Lá vou eu de novo!

– Legião: “(…) alguém que não use o que eu digo, contra mim” – e não tem lugar melhor do que ao seu lado “babisons”.

– A União faz a força. E é doce!

– O tempo não pára! Não Pááááaára, não! Não páraaaaaaaaaa!