março 2011


Coisinhas miúdas que me deixam feliz:

Fazia tempo que não trabalhava de casa, que não fazia home office.

Igreja Santo Antônio - Campinas1) Uma das boas coisas de ter ficado trabalhando de casa ontem e hoje é que posso ouvir o repicar dos sinos da Igreja de Santo Antônio. Quando dá meio dia, tem um tipo de uma “musiquinha”.

2) Tomar café na padaria no sábado de manhã.

3) Ir ao cinema com o marido.

A rotina pode ser boa =)

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Todo obeso, todo gordo, toda pessoa acima do peso…todos eles necessariamente têm problemas de autoestima?

O por quê de emagrecer, a maioria sabe e responde facilmente.

Mas, excluindo-se o fator saúde, para quê? PARA QUE emagrecer?

Quando é que nasce na gente a necessidade de fazer parte de um modelo?

Todo gordo é fadado a ser infeliz ou será que tem aqueles que realmente assumem e CONSEGUEM ser felizes?

Ou será que a sociedade RESUME aos gordos, sararás e pobres a realidade de que, ninguém, é feliz totalmente?

No meu ponto de vista, felicidade também é escolha. Óbvio que uns tem mais suporte ou  menos provações que outros.

Mas felicidade é escolha.

Minha obesidade me deixa triste? Muito!

Eu adoraria ter sido uma adolescente cobiçadérrima. Mas… eu vejo amigas lindas sofrendo dos mesmos males que eu.

E eu perdí muito tempo não vivendo plenamente, me apoiando nas minhas mazelas. O dia que entendí que poderia, sim, ser amada e respeitada da maneira que sou …ou tomei outras decisões parecidas em relação à minha mãe, à terceiros, etc…e toquei minha vida, foi uma libertação.

MAS MESMO ASSIM, continuo, uns tempos sim, outros não, lutando contra meu sobrepeso e querendo ser mais bonita. Porque, para mim, é uma questão de equilíbrio. Comida é meu vício e como todo e qualquer vício, me atrapalha o tal de “viver para comer”.

Voltei à terapia – me arrastando para isso …uma preguiiiiiça que só eu sei. Estou tocando em pontos que deixei de lado.

Tem gente que fica ansiosa a espera de um evento e preenche o tempo e o nariz cheirando, ou fuma unzinho. Eu como.

Minha comida existe para afugentar meu tédio e hoje, é controladora dos meus horários. E não quero isso. Não admito. Pelo menos hoje, não.

Só por hoje.

Mas, nem por um momento, eu aceito o rótulo de gorda preguiçosa, gorda infeliz ou fadada a infelicidade. Mesmo sabendo que eu preciso melhorar e muito, para mim, eu não aceito mais parar minha vida por causa das minhas banhas.

A atitude que a gente tem em frente à vida, é mais uma das difíceis escolhas que temos que tomar.

Eu tenho medo de morrer. Ontem fui conhecer a filha de amigos e , se por um lado a família estava feliz pela renovação, não pude deixar de reparar que a Bisa estava amuada.
Tenho uma tia que diz “é muito ruim ficar véio”.
Não deve ser bom, de fato. Ossos frágeis, pele sem elasticidade, músculos fracos – e isso apenas o corpo.
Mas eu, que espero ter a sabedoria para envelhecer em paz, me sinto muito vulnerável, já temo a morte.
Temo mesmo. Há dias em que vejo alguma notícia ruim, e já fico pensando que era um dia comum, para mim e para “eles”.
E finito est.
Eu acho que isso acontece muito porque eu tenho medo de não viver tudo que quero.
Mas o que realmente quero?
A Ironia é que volto à terapia para me ajudar a fazer mais e falar menos. Mas vou sem crença e paciênca para as sessões, porque acho que é uma hora a menos (fora o trânsito), uma grana a menos (“investimento, não gasto, Dani, pense assim!”) que deixo de agir ao invés de elocubrar.
Eu tenho muita saudade do que não viví, porque qualquer motivo que seja.
E uma arrogância danada por não querer acabar.

Seria isso a melancolia?