fevereiro 2011


Sempre que meu marido ou amigos ficam soltando muita abobrinha (não, não são estúpidos… são aobrinhas propositais), eu digo: ‘Hoje você está especial, né?’.

Pois bem, parece que hoje especial estou eu.

Gastei 35 anos da vida para entender que uma pessoa obesa, pode sim, se gostar. Eu me atrevo até a dizer que há obesos que conseguem ter autoestima elevada e simplesmente “não ligarem” com o sistema.

Estou me achando idiota por não conseguir juntar 2+2 antes. Mas meus “sensores” de culpa, insistem em dizer que isso é apenas autoengano.

P.S.: A nova ortografia tá me matando.

Tive uma coisa, um treco durante a semana. Uma vontade danada de arrumar armários e gavetas.

Chamo de treco porque realmente uma coisa que se sente assim, não pode ser chamada diferente.

Há vários sentidos escondidos nisso, tenho certeza. Mas a vontade passa tão logo eu comece a satisfazê-la.

É um saco mesmo, mas já já vou lá dar continuidade. Eu fiz essa pausa apenas para procurar dicas de arrumação na internet. Porque sinceramente acredito que a ordem como colocamos as coisas, pode nos ajudar no dia-a-dia.

Mas eu não sei arrumar nada direito. Tento culpar o espaço do apertamento, mas mesmo que eu tivesse uma mansão, a desorganização seria a mesma. Sempre foi assim.

Mas eu quero muito organizar tudo aqui. E começar a ME reorganizar.

Se quiserem me mandar dicas úteis, aceito.

Começa aqui uma que acabei de ver… arrumar peças pequenas (como calcinhas, maquiagem e bijoux) em nichos. Eu não tenho as estruturas dos nichos em casa, então vou para o armário de toalhas.

Vou liberar espaço e doar algumas coisas. Deixar ir.

E vou tentar conseguir espaço e melhorar em disciplina para deixar algumas coisas (não necessariamente novas compras, me entendam) entrarem … entrarem no meu cotidiano.

E como diria mamãe: quem não se enfeita, se enjeita.

Para cada dia ruim no trabalho, um quadrado do bordado.

Cheio de histórias, risadas e choro, porque não?

Colo, afago, amizade e patetices.

Divido com vocês a foto da minha colcha, que as Meninas Bordadeiras e tagarelas (by meu marido) terminaram.

Uma obra de arte, linda, única. Que só eu, meu marido e Norinha vamos ter para sempre. E a colcha nos tem também. Estamos alí, no centro de tudo.

NINGUÉM, NUNCA, EVER, vai ter um presente como esse.

A Obra:

Colcha
Colcha de Delicadezas

Em ordem alfabética: Dani, Mel, Mi,  Nanny e Grazi… Vocês são as folhas que caem em meus cílios, e acho que Deus foi de uma tremenda delicadeza comigo.

O Milagre das Folhas

Não, nunca me acontecem milagres. Ouço falar, e às vezes isso me basta como esperança. Mas também me revolta: por que não a mim? Por que são de ouvir falar? Pois já cheguei a ouvir conversas assim, sobre milagres: “Avisou-me que, ao ser dita determinada palavra, um objeto de estimação se quebraria.” Meus objetos se quebram banalmente e pelas mãos das empregadas. Até que fui obrigada a chegar à conclusão de que sou daqueles que rolam pedras durante séculos, e não daqueles para os quais os seixos já vêm prontos, polidos e brancos. Bem que tenho visões fugitivas antes de adormecer – seria milagre? Mas já me foi tranquilamente explicado que isso até nome tem: cidetismo, capacidade de projetar no campo alucinatório as imagens inconscientes.

Milagre, não. Mas as coincidências. Vivo de coincidências, vivo de linhas que incidem uma na outra e se cruzam e no cruzamento formam um leve e instantâneo ponto, tão leve e instantâneo que mais é feito de pudor e segredo: mal eu falasse nele, já estaria falando em nada.

Mas tenho um milagre, sim. O milagre das folhas. Estou andando pela rua e do vento me cai uma folha exatamente nos cabelos. A incidência da linha de milhares de folhas transformadas em uma única, e de milhões de pessoas a incidência de reduzí¬-las a mim. Isso me acontece tantas vezes que passei a me considerar modestamente a escolhida das folhas. Com gestos furtivos tiro a folha dos cabelos e guardo-a na bolsa, como
o mais diminuto diamante. Até que um dia, abrindo a bolsa, encontro entre os objetos a folha seca, engelhada, morta. Jogo-a fora: não me interessa fetiche morto como lembrança. E também porque sei que novas folhas coincidirão comigo.

Um dia uma folha me bateu nos cílios. Achei Deus de uma grande delicadeza.

Clarice Lispector

No final de 2009 compramos um modem 3G da OI, pois eu queria utilizá-lo para trabalhar da casa dos meus pais (que não tem internet rápida lá).

Desde a compra, foi um parto. Tanto foi duro que tivemos que colocar no nome do meu marido, porque quando eu levei os documentos para cadastro no meu nome, não havia todos os documentos, e em dia, quando fui levar o resto da documentação na loja, sei lá qual foi o pepino que não aprovaram meu cadastro.

Mas era minha única opção na época, visto que as outras operadoras não cobriam Alfenas, em Minas.

O sinal lá era bom, e me foi útil.

Mas o atendimento da OI é uma das coisas mais péssimas que existe.

Quando você consegue que a ligação não caia antes de ser atendido, quando digita o número do seu chip fala que não é válido. E quando consegue que seja válido, não cai no setor , porque a URA deles não agüenta o transbordo. Quando é atendido demoram 5 minutos para gerar um número de protocolo para depois avisarem que não é o setor correto e que você vai ter que ligar de novo. E o cancelamento? Bem… o cancelamento é algo quase impossível de se atingir. Se você vai até uma loja OI, eles te colocam numa cabine telefônica, para ligar na mesma central. Só que dessa vez dá certo.

O serviço 3G era bom? Era sim. Mas eu não pensei duas vezes em querer cancelar quando ví que outra operadora agora atende lá também e por preços menores.

Até quando as empresas não vão entender que hoje um consumidor que manda em sua marca? E não ao contrário?

OI? TCHAU MESMO!