janeiro 2011


É a terceira vez em menos de um ano.  Tá com cara de que vai ser a última, visitando este cliente.

Estou ao norte de São Francisco, hospedada em San Rafael e trabalhando em Novato. Perto de Sonoma e Napa, regiões que têm muitas vinícolas.

Brasiliero que se preza, vem para cá desvendar outlets, Macy’s, Victoria Secret’s , Best Buy  e as vinícolas.

Eu só fui conhecer vinícolas desta vez (e olha que gosto de vinho), com o privilégio de ter uma “local” me conduzindo. Foi excelente e relaxante, com exceção de alguns momentos em que as duas americanas que me acompanhavam (ou que eu acompanhava) começaram a se alfinetar. O bom nessa vida é ser bêbado econômico. Porque ir para as vinícolas fazer “tasting” ou, degustação, pode ser pouquinho para fortes…doses homeopáticas de cada vinho, digo. Só que, de novo, sou bêbada econônima. Então, o mundo podia cair para as duas porque eu tava numa “nice”.

Eu penso que perdí muito tempo antes, nas compras, e devia ter explorado as vinúcolas na época de primavera em que estive aquí na primeira vez. Na verdade, eu e outros dois brasileiros chegamos a passar por alguns vinhedos, mas não nos informamos bem sobre como funcionava e desistimos. Mas eu me lembro das cores… impressionantes. Numa dessas vinícolas que fui ontem, havia um trio tocando “Girl from Ipanema”. Já me sentí bem melhor.  Minutos depois, um casal no meio do jardim, dançado uma música que não pude identificar. O Friozinho, o sol sobre eles, as taças de vinho. Ahhhh, o amor! Bateu aquela coisinha triste, mas boa. Sabem? Acho que é saudade.

… muito tempo só ouvindo inglês e com saudades de casa, e do marido, e das irmãs (nossa…como sinto saudade delas!), das amigas e fica só convivendo com gente do trabalho. Queria  ficar um pouco só.  Aliás, de tudo citado, acho que o último caso – conviver só com gente do trabalho e ter que lidar com “agendas ocultas” –  é o que mais influencia essa vontade de estar só.

Eu fiquei encantada com São Francisco desde que passei pela cidade a primeira vez, meses atrás. Explorei bastante o lado comercial da cidade (aliás, nos EUA, o que não é comercial?), mas não tinha explorado nenhum parque. E pelo que me lembro, dos grandes são pelo menos três deles.

Hoje  o plano era ir numa loja da Disney, e depois outra loja da Victoria Secret’s para encontrar encomendas alheias…mas daí deu aquele estalo… aquela propaganda que escutei na rádio todos os dias indo trabalhar, falando de oceanário, e da floresta tropical… enfim.. desviei a rota e fui passar o dia no  Golden Gate Park e dentro dele, a California Academy of Sciences.

Eu me arrependí muito de não ter trazido câmera. Era eu, muitos pais com suas crianças, senhores,  senhoras, gente jovem.  Muito ruído, mas aquela coisa agradável e não surtada de compras. Muitos peixes…er…um oceanário deve ter peixes e muitos né? Águas-vivas e até aquele peixe que tem uma luz, no Nemo, sabem?

Foi muito agradável e na verdade, não explorei nem 1/10 do que o parque tem a oferecer.

Recomendo programas como esse. E muiiiito bom para alma, mente, corpo e para o bolso.

Primeira:
Aquí no meu cliente, desde ontem, no buffet de saladas, eles colocaram um cartaz  ensinando como “montar uma salada inteligente”.

Usaram os pegadores para identificar, através de suas cores, o que podemos pegar à vontade-verde, o que necessita cautela-amarelo e tudo aquilo deveríamos evitar, ou seja, que mais gostamos e que fazem da salada algo bom de comer, como molhos, queijos gordurosos e coutrons – vermelho.

Já ouví dizer que quando comemos sem culpa não engordamos. Se alguma pessoa sapeca for lá e trocar os pegadores, sem eu saber é claro, e identificar as coisas mais calóricas com o pegador verde, eu não engordo?

Segunda:
Quantas calorias tem uma caca de nariz?
Porque se forem muitas, tem gente que engorda bastante só o tempo que fica parado no trânsito, né?

O que é a cabeça da pessoa…..

1) Desculpem se já falei essa. Meses atrás estava eu entrando no consultório da minha nutricionista, que não tem secretária. Funciona assim..no consultório tem uma ante-sala (é assim que escreve?), e se ela está antendendo um paciente a ante-sala fica aberta, eu chego, sento alí e espero. Se ela estiver me atendendo e não tiver ninguém marcada depois de mim, ela deixa a porta do consultório aberta e da ante-sala fechada. Isso tudo só para contar que entrei no consultório e logo em seguida tocou o interfone. A menina que tinha se consultado antes de mim voltou, para pedir para a nutricionista interfonar lá no térreo para pedir que o moço que a acompanharia no elevador subisse para buscá-la. A moça de uns 25 anos, no máximo, que disse nunca ter ficado presa num elevador, simplesmente não entraria em um sozinha, nem desceria pela escada desacompanhada também…. E concluímos juntas (eu e a nutricionista): “o que é a cabeça da pessoa”.

2) Das seis noites  que estou aquí, dormí cinco. Bom número se eu não tivesse tido pesadelo em todas elas. Se não pesadelos, sonhos confusos. E todos altamente interpretáveis. Facilmente. Minhas mãos presas entre minhas coxas. Uno vermelho. Uma hora estou numa cadeira de rodas e na outra entendo que posso andar  (MILAGRE!!). A praça que eu brincava na infância e que no meu sonho está lá, só que com muito mais degraus a subir e a descer.O artista da novela que na verdade é o meu marido ou alguma figura do passado. A atriz que na verdade é minha irmã ou uma amiga. Vocês tem sonho assim? Eu vivo sonhando com gente que é famosa ou não. Que é do meu passado ou que nunca ví na vida. Mas eu sonho com aquela pessoa – fisicamente, mas na verdade ela é outra. O que é a cabeça da pessoa, não?

3)Tudo tem sido cíclico, não apenas meus dias conturbados de TPM aparacem mensalmente.. meus medos aparecem em ciclos. Minhas inseguranças também. Minhas fases de ciúme também. E aquí vou eu tentar me convencer que desda vez, quando eu começar a emagrecer de novo, vai ser para sempre. Dizem alguns médicos e a minha nutricionista que o negócio é mudar de casa… a casa do número na balança, quero dizer. E que tem que ter determinação porque o  cérebro não gosta de emagrecer e quando ele nota contenção, faz de tudo para você voltar ao peso que estava. Aliás… o certo não é o cérebro querer engordar…é querer voltar ao que está programado. E afinal… o cérebro, veja você, não é a cabeça da pessoa?

É o que tou tentando dizer: Olha o que é a cabeça da pessoa!

No momento estou fora do país, a trabalho. No avião para cá, vejo um daqueles filmes românticos – aliás Comer, Rezar e Amar é o título, o mesmo do livro – e a moça se divorcia…e daí resolve viver outras coisas…outra cultura…se encontrar.

Que nem a tal Melina da novela… fugindo do amor não correspondido e vai pra Paris.

E com tantas vindas para fora, muita gente me pergunta se não tenho vontade de vir morar nos EUA… que parece que é a hora… etc e tal.

E eu teria dito sim às propostas que recebí no semestre passado, se elas tivessem acontecido há 5 ou 4 anos atrás. Mas semmm piscar.

Mas tudo tem um tempo certo né? E tannnnta coisa aconteceu. E vejo uma decepção nas pessoas quando falo que não é hora.

É incrível a visão romântica que as pessoas têm dos EUA. Ou será que é só a coisa de morar fora do Brasil?

Não..eu acho que realmente os EUA ainda inspiram o tal Dream…

Eu já morei fora…já sonhei em morar fora de novo e acho que ainda vou sonhar de novo. Mas minha gente…uma coisa é turismo. Uma coisa é sair pra estudar e mais cair na gandaia.

Outra coisa é a rotina. Acordar toda manhã e ir pra “firma”. Fazer compra. Ficar de saco cheio com chefe. Não entender direito o que falam por melhor que seu inglês seja. E mesmo pagando, saber que muita gente te olha pensando “aquí não é teu lugar”.

Eu queria ver um filme romântico (tirand a bobeira que é a Bridget Jones, que eu adoro!!!) ficar com todo o glamour se a protagonista tivesse que viver vidinha comum.

Não há! Mentchura! O filme que falei na primeira linha, é ficção por isso. Num dá prá existir coisa assim!

Mas vejam… só elocubrações. É uma coisa legal de todo mundo fazer um dia…morar num bairro diferente. “Sair de casa”, dos pais no caso. Sair de um apê para uma casa (meu sonho atual). Sair da cidade, do país.

Viver o diferente sempre é bom. Fugir também faz parte – e se você puder fugir de dor-de-cotovelo em Paris, imagino eu, deve ser muito bom mesmo.

E falando de rotina…eu na onda do fazer cupcake né? E conversando com uma amiga que é “doceira” e tá cansada da rotina dela.

E daí eu penso que quando era mais nova queria abrir um bar… já pensou lidar com bêbado todo dia?

E daí eu penso em tanta coisa. E não adianta se a grama do vizinho é mais verde…sempre há uma praga pra tornar a grama dura e seca.

E isso porque eu hoje tou otimista e de bom humor! RSSSSS

Não é para ser um post dramático nem baixo astral. Era para ser apenas um post de constatações. E por isso não tem uma linha lógica de raciocínio.

Aquí estou eu me desculpando antecipadamente por um post de idéias disconexas e que ficou uma m****, eu sei. Como se eu tivesse obrigando alguém a ler e por isso precisasse ser muito bom!

O que é o self! Vejam vocês!

E eu tou melancólica… porque aquí tá friozinho. Eu ví ontem um casal tão romântico, quase cena de filme que se passa na Inglaterra (os americanos que não saibam disso). E pensando : EU TAMBÉM QUEROOOOOOOOOOO.

Mas eu não tenho cabelo curtinho, não sou loirinha e não fico bem de gorro.