Fiquei muito tempo sem fazer nadica de scrap. Nas últimas semanas remexí no baú e fiz algumas coisinhas, para gente muito especial.

Acho bem mais fácil quando se tem como inspiração o amor, a amizade… né?

A Daniele é minha amiga desde época do “colegial”, desde a adolescência. Faz bastante tempo então!!!

Lá em Alfenas é assim, cidade universitária.. mas muita gente sai de lá para estudar fora, e os que fazem por lá, depois de formados, raramente ficam. Assim aconteceu com a gente também. Mas quando me mudei para Campinas, tive a sorte de ela já estar por aqui para me acolher. Se antes, lá em Alfenas, eu pedalava até a casa dela para ir conversar, hoje termos a Padaria Romana para podermos fazer nossas reuniões particulares quando necessário… e ainda bem que não pagamos nada de NetFone para Netfone! E as outras amigas que hoje tenho aquí, conhecí através da Dani. Em troca, apresentei um rapaz que começou a trabalhar na mesma empresa que eu, no mesmo dia e tal. Hoje é o marido dela. E daí, uma trazendo gente de cá, outa de lá, formamos uma comunidade quase 100% mineira, quase 100% do tempo harmoniosa (quando as bordadeiras se juntam para decidir algo, como diz o marido dela, só pondo gerente de projeto para dar conta)!

E daí que a Dani só faz aniversário de 4 em 4 anos! E sendo assim, ainda é uma criança! O Hélvio, marido dela, pediu para eu ajudar a fazer uma festinha surpresa e eu ZAZ!!!!! Fiquei animadinha!!!!!

O tema escolhido para a festa infantil foi Charlie & Lola. A Mel, membro da comunidade mineira acima citada, deu a dica mais importante: usar os guardanapos (com técnica de decoupage) no cartão do presente, que depois acabei usando na decoração também.

Abaixo, detalhes do cartão que foi junto com o presente e dos enfeites de cada mesinha, afinal, era uma festa de criança!

Obviamente que nada foi feito por uma profissional do ramo. Tive ajuda da Mel e da Gi no scrap e do meu marido na montagem.
Profissional mesmo, só o carinho!

sdsadasdadasd

Frente:Papéis We R Memory Keepers e 365 Days in Color (by Ju Lima e Nana Cunha), Charlie & Lola do guardanapo, furador Toc e Crie de borboletinha, transparência de coração e carimbo de Feliz Aniversário da Goodies.

Interior: Lado esquerdo carimbos Goodies e lado direito papel 365 Days in Color.

Um baldinho vermelho com lápis de cor (dos pequenininhos) dentro. Em um cestinho verde deixei algumas folhas com desenhos para colorir com personagens do tema da festa e mais uns cartõezinhos que fiz para os convidados deixarem seus recadinhos. A ideia é, depois, com as fotos, fazer um mini-álbum para a Dani guardar de recordação.

Eu usei muito material que eu tinha guardado em casa...umas folhas da We R Memory Keepers, umas flores que comprei nos EUA ha muito tempo e amigos trouxeram para mim...até fita que vinha em convite de casamento, eu aproveitei. Ah! E Carimbos da Goodies.

E nas mesas maiores, os arranjos com balões...e não dá para ver direito, mas a base é uma cúpula com jujubas.

Há duas semanas resolví, depois de mais de um ano,  me mexer de novo e fazer algo com scrap.

Isso veio porque uma amiga, que voltou de licença maternidade, estava lá com duas fotinhas da Júlia jogadas na mesa sem porta-retrato.

O porta-retrato para as fotos ainda não saiu…na verdade,  não vai sair porta-retrato, vai sair outra coisa.

MASSS a Denise,  mamãe da modelo linda que vocês veem nas fotos do post, me mandou tantas fotos lindas dela que eu resolví fazer mais um agrado.

Usei cartonagem e um modelo de projeto que aprendí com a Carol, da ScrapCamp. Foi mais ou menos assim, eu nunca tinha entrado na loja, entrei para comprar uns papéis, mas daí eu ví o mini-álbum, ou big cartão, e falei “me ensina agora”?  E assim foi! Detalhe é que o projeto acabou não saindo totalmente igual à receita, como acontece muito com scrap. É bom que acaba ficando a nossa cara.

Terminei depois em casa , colocando uns enfeites e tal e coisa…e deixei espaços para que a Desinha escreva comentários que ela quiser (os famosos “journalings”).

Eu gosto de presentes assim, que a gente faz pensando em quem vai receber e enquanto faz, vai só colocando pensamentos positivos e carinho!

E se pensamento e carinho pesasse, esse projeto não teria menos que uma tonelada!

Logo posto o outro, que também teve a ver com a ScrapCampbyYummys, desta vez,  projeto da Alê

Aliás, as duas, super simpáticas!

Mini Álbum para a Mamãe da Júlia

O lacinho é que fecha o álbum

Mini Álbum para a Mamãe da Júlia

Aqui, ainda fechado, mas sem o laço

Mini Álbum para a Mamãe da Júlia

Na primeira "abertura" já notamos nossa linda modelo!

Mini Álbum para a Mamãe da Júlia

E o final, com um close merecido! Tem jeito de dar errado com uma lindeza dessas?

Música para Dani, Grazy, Hirominha, Mel e Nanny ( Em ordem alfabética de apelidos, para não gerar ciumeira)

É tanta risada e choro. É tanto momento Brothers & Sisters. É tanto momento musiquinha tensa de faroeste.

Mas, mais que isso, é tão bom poder tantas mudanças e participar delas e deixar vocês participarem das minhas…

Eu poderia dedicar várias músicas para vocês.  Ontem, no carro, ouvindo o Steve Wonder, resolví que essa era boa para um “acordo coletivo”.

Keep Shining, my beloved precious!

Ah… Amo vocês!

A Cris é a minha irmã. Lá em casa somos em 4 irmãos. Ela veio antes de mim.

Brigávamos bastante quando morávamos na casa de nossos pais. Mas a Cris é  mais que amiga e irmã. Dizem que a gente não pode escolher a família que tem.

Eu acredito que a gente escolhe tudo. E se eu pudesse, a escolheria de novo para a minha vida. Aliás… essa frase vai se repetir nos próximos posts, também, com certeza.

Cris, só para não perder o costume… você seja meu amor?

Para a Cris, James Taylor – You’ve got a friend

Há tempos não escrevo.

Vou começar uma série de posts. Só escrever aquí as letras de músicas que me lembram as mulheres especiais (de hoje e sempre, ou de alguma fase) da minha vida.

Sei lá porque pensei nisso. Não é nada especial, mas vou fazer.

Eu quis um carro novo semana passada, como se sua potência pudesse acelerar minha vida, em tudo que anda estagnado ou devagar.

Eu tenho uma amiga que andava muito chateada. Queria ir viajar (entenda-se EUA) para poder comprar óculos, bolsas e outras quinquilharias, como se tudo aquilo pudesse apagar anos de sua baixa auto-estima e elevar seu espírito.

Eu quis muito voltar aos 15 anos, como se eu não pudesse errar em outras coisas, diferentes das que eu errei.

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Quando eu era criança, meu sonho era ter uma caixa de lápis de cor com 36 cores. Eu achava lindo o verde-água! Como se aquele lápis me trouxesse o talento e eu pudesse desenhar melhor.

A cada vez que um discípulo ou fã do antigo “Aquí e Agora” abre a boca para dar notícia, uma criança a mais morre.

A cada vez que psicólogos, aparecem nos jornais , repetidamente, para darem seu diagnóstigo sobre Wellington, mais uma criança morre. E outras pessoas morrerão… porque é assim que acontece. Vamos dar ideias aos outros doidos sofredores do mundo.

Sujeitos vão e picham a casa do algoz, como se assim, fossem melhores pessoas. Como se não estivessem, eles mesmos, sendo violentos.

A violência não vem só de quase uma centena de disparos feitos pelo rapaz. Nós somos violentos em palavras e gestos no dia-a-dia.

E sabe-se lá, se munidos de um instrumento adequado e com as cabeças cheias de pesares, rancor e dor, não faríamos o mesmo.

Eu sei que estou apenas acompanhando tudo que passa por aí e não falo nada de novo.

Eu assumo que gosto de chegar em casa e ver TV – inclusive aberta, sim. Eu acho graça de quem não vê TV aberta no Brasil, de quem não lê o que circula nos canais/jornais mais conhecidos. Mas sempre , sempre sabe o que se passa e quão errado é.

Mas hoje, corroboro com todos que se manifestam contra a maneira que esses meios fazem notícia – lembrando que os canais pagos também pisaram nas poças de sangue.

Hoje em especial, fiquei angustiada. Estava em consulta médica desde as 7:30 da manhã, depois fui fazer exames, depois voltei ao consultório…enfim…nas salas de espera a sintonia das TVs no consultório era no Bom Dia BRasil (Globo) e no laboratório na Globo News. Passaram, again and again, a entrevista com a professora em que o atirador entrou primeiro. Eu pegava uma revista, olhava, me distraia, fazia o exame, esperava resultado…toda vez que eu olhava a tela, lá estava a moça, mostrando como ele apontava as armas, como ele agiu, a quanto seu coração batia.

Again and Again. E mostram a dor, o desespero. E fazem perguntas para doer mais, e mais.

De maneira fina, talvez. Mas a carnificina lá está. Porque será que o ser humano prefere isso a ver algo bom? E mesmo entre porcaria, tem porcaria leve.

Não é ruim, aliás, é natural da gente querer saber detalhes de tudo. Mas chegar ao ponto da sordidez, de gostar de ver os detalhes de tudo… será que a maioria de nós vive tão mal , com nossas dores e misérias que precisamos sempre de doses diárias do sofrimento alheio para talvez, assim, pensarmos quão sortudos e felizes somos?

Será que não dá sempre para ver de outro jeito? Acho que sim – A Casa do rapaz foi pintada de branco. Mas a manchete ainda o chama de “atirador de Realengo”.