Há duas semanas resolví, depois de mais de um ano,  me mexer de novo e fazer algo com scrap.

Isso veio porque uma amiga, que voltou de licença maternidade, estava lá com duas fotinhas da Júlia jogadas na mesa sem porta-retrato.

O porta-retrato para as fotos ainda não saiu…na verdade,  não vai sair porta-retrato, vai sair outra coisa.

MASSS a Denise,  mamãe da modelo linda que vocês veem nas fotos do post, me mandou tantas fotos lindas dela que eu resolví fazer mais um agrado.

Usei cartonagem e um modelo de projeto que aprendí com a Carol, da ScrapCamp. Foi mais ou menos assim, eu nunca tinha entrado na loja, entrei para comprar uns papéis, mas daí eu ví o mini-álbum, ou big cartão, e falei “me ensina agora”?  E assim foi! Detalhe é que o projeto acabou não saindo totalmente igual à receita, como acontece muito com scrap. É bom que acaba ficando a nossa cara.

Terminei depois em casa , colocando uns enfeites e tal e coisa…e deixei espaços para que a Desinha escreva comentários que ela quiser (os famosos “journalings”).

Eu gosto de presentes assim, que a gente faz pensando em quem vai receber e enquanto faz, vai só colocando pensamentos positivos e carinho!

E se pensamento e carinho pesasse, esse projeto não teria menos que uma tonelada!

Logo posto o outro, que também teve a ver com a ScrapCampbyYummys, desta vez,  projeto da Alê

Aliás, as duas, super simpáticas!

Mini Álbum para a Mamãe da Júlia

O lacinho é que fecha o álbum

Mini Álbum para a Mamãe da Júlia

Aqui, ainda fechado, mas sem o laço

Mini Álbum para a Mamãe da Júlia

Na primeira "abertura" já notamos nossa linda modelo!

Mini Álbum para a Mamãe da Júlia

E o final, com um close merecido! Tem jeito de dar errado com uma lindeza dessas?

Música para Dani, Grazy, Hirominha, Mel e Nanny ( Em ordem alfabética de apelidos, para não gerar ciumeira)

É tanta risada e choro. É tanto momento Brothers & Sisters. É tanto momento musiquinha tensa de faroeste.

Mas, mais que isso, é tão bom poder tantas mudanças e participar delas e deixar vocês participarem das minhas…

Eu poderia dedicar várias músicas para vocês.  Ontem, no carro, ouvindo o Steve Wonder, resolví que essa era boa para um “acordo coletivo”.

Keep Shining, my beloved precious!

Ah… Amo vocês!

A Cris é a minha irmã. Lá em casa somos em 4 irmãos. Ela veio antes de mim.

Brigávamos bastante quando morávamos na casa de nossos pais. Mas a Cris é  mais que amiga e irmã. Dizem que a gente não pode escolher a família que tem.

Eu acredito que a gente escolhe tudo. E se eu pudesse, a escolheria de novo para a minha vida. Aliás… essa frase vai se repetir nos próximos posts, também, com certeza.

Cris, só para não perder o costume… você seja meu amor?

Para a Cris, James Taylor – You’ve got a friend

Há tempos não escrevo.

Vou começar uma série de posts. Só escrever aquí as letras de músicas que me lembram as mulheres especiais (de hoje e sempre, ou de alguma fase) da minha vida.

Sei lá porque pensei nisso. Não é nada especial, mas vou fazer.

Eu quis um carro novo semana passada, como se sua potência pudesse acelerar minha vida, em tudo que anda estagnado ou devagar.

Eu tenho uma amiga que andava muito chateada. Queria ir viajar (entenda-se EUA) para poder comprar óculos, bolsas e outras quinquilharias, como se tudo aquilo pudesse apagar anos de sua baixa auto-estima e elevar seu espírito.

Eu quis muito voltar aos 15 anos, como se eu não pudesse errar em outras coisas, diferentes das que eu errei.

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Quando eu era criança, meu sonho era ter uma caixa de lápis de cor com 36 cores. Eu achava lindo o verde-água! Como se aquele lápis me trouxesse o talento e eu pudesse desenhar melhor.

A cada vez que um discípulo ou fã do antigo “Aquí e Agora” abre a boca para dar notícia, uma criança a mais morre.

A cada vez que psicólogos, aparecem nos jornais , repetidamente, para darem seu diagnóstigo sobre Wellington, mais uma criança morre. E outras pessoas morrerão… porque é assim que acontece. Vamos dar ideias aos outros doidos sofredores do mundo.

Sujeitos vão e picham a casa do algoz, como se assim, fossem melhores pessoas. Como se não estivessem, eles mesmos, sendo violentos.

A violência não vem só de quase uma centena de disparos feitos pelo rapaz. Nós somos violentos em palavras e gestos no dia-a-dia.

E sabe-se lá, se munidos de um instrumento adequado e com as cabeças cheias de pesares, rancor e dor, não faríamos o mesmo.

Eu sei que estou apenas acompanhando tudo que passa por aí e não falo nada de novo.

Eu assumo que gosto de chegar em casa e ver TV – inclusive aberta, sim. Eu acho graça de quem não vê TV aberta no Brasil, de quem não lê o que circula nos canais/jornais mais conhecidos. Mas sempre , sempre sabe o que se passa e quão errado é.

Mas hoje, corroboro com todos que se manifestam contra a maneira que esses meios fazem notícia – lembrando que os canais pagos também pisaram nas poças de sangue.

Hoje em especial, fiquei angustiada. Estava em consulta médica desde as 7:30 da manhã, depois fui fazer exames, depois voltei ao consultório…enfim…nas salas de espera a sintonia das TVs no consultório era no Bom Dia BRasil (Globo) e no laboratório na Globo News. Passaram, again and again, a entrevista com a professora em que o atirador entrou primeiro. Eu pegava uma revista, olhava, me distraia, fazia o exame, esperava resultado…toda vez que eu olhava a tela, lá estava a moça, mostrando como ele apontava as armas, como ele agiu, a quanto seu coração batia.

Again and Again. E mostram a dor, o desespero. E fazem perguntas para doer mais, e mais.

De maneira fina, talvez. Mas a carnificina lá está. Porque será que o ser humano prefere isso a ver algo bom? E mesmo entre porcaria, tem porcaria leve.

Não é ruim, aliás, é natural da gente querer saber detalhes de tudo. Mas chegar ao ponto da sordidez, de gostar de ver os detalhes de tudo… será que a maioria de nós vive tão mal , com nossas dores e misérias que precisamos sempre de doses diárias do sofrimento alheio para talvez, assim, pensarmos quão sortudos e felizes somos?

Será que não dá sempre para ver de outro jeito? Acho que sim – A Casa do rapaz foi pintada de branco. Mas a manchete ainda o chama de “atirador de Realengo”.

Eu não me conformo em ser comum, ordinária.

Eu me lembro do momento exato em que pensei isso, dirigindo meu carro, subindo aquela rua alí, que vai para casa.

Dividí isso, exatamente uma semana depois, com o terapeuta. Isso e outras coisas.

Quando eu voltei à terapia, a primeira coisa que eu deixei claro era que queria ajuda para olhar adiante, porque , sinceramente, não dá para ficar lamentando o que não aconteceu, ou o que aconteceu torto até aquí e usar isso como desculpa para não andar.

Well… obviamente que precisei mexer nas caixas antigas novamente. Mas olhando para frente.

Quer coisa mais ordinária que isso?

Coisinhas miúdas que me deixam feliz:

Fazia tempo que não trabalhava de casa, que não fazia home office.

Igreja Santo Antônio - Campinas1) Uma das boas coisas de ter ficado trabalhando de casa ontem e hoje é que posso ouvir o repicar dos sinos da Igreja de Santo Antônio. Quando dá meio dia, tem um tipo de uma “musiquinha”.

2) Tomar café na padaria no sábado de manhã.

3) Ir ao cinema com o marido.

A rotina pode ser boa =)

Todo obeso, todo gordo, toda pessoa acima do peso…todos eles necessariamente têm problemas de autoestima?

O por quê de emagrecer, a maioria sabe e responde facilmente.

Mas, excluindo-se o fator saúde, para quê? PARA QUE emagrecer?

Quando é que nasce na gente a necessidade de fazer parte de um modelo?

Todo gordo é fadado a ser infeliz ou será que tem aqueles que realmente assumem e CONSEGUEM ser felizes?

Ou será que a sociedade RESUME aos gordos, sararás e pobres a realidade de que, ninguém, é feliz totalmente?

No meu ponto de vista, felicidade também é escolha. Óbvio que uns tem mais suporte ou  menos provações que outros.

Mas felicidade é escolha.

Minha obesidade me deixa triste? Muito!

Eu adoraria ter sido uma adolescente cobiçadérrima. Mas… eu vejo amigas lindas sofrendo dos mesmos males que eu.

E eu perdí muito tempo não vivendo plenamente, me apoiando nas minhas mazelas. O dia que entendí que poderia, sim, ser amada e respeitada da maneira que sou …ou tomei outras decisões parecidas em relação à minha mãe, à terceiros, etc…e toquei minha vida, foi uma libertação.

MAS MESMO ASSIM, continuo, uns tempos sim, outros não, lutando contra meu sobrepeso e querendo ser mais bonita. Porque, para mim, é uma questão de equilíbrio. Comida é meu vício e como todo e qualquer vício, me atrapalha o tal de “viver para comer”.

Voltei à terapia – me arrastando para isso …uma preguiiiiiça que só eu sei. Estou tocando em pontos que deixei de lado.

Tem gente que fica ansiosa a espera de um evento e preenche o tempo e o nariz cheirando, ou fuma unzinho. Eu como.

Minha comida existe para afugentar meu tédio e hoje, é controladora dos meus horários. E não quero isso. Não admito. Pelo menos hoje, não.

Só por hoje.

Mas, nem por um momento, eu aceito o rótulo de gorda preguiçosa, gorda infeliz ou fadada a infelicidade. Mesmo sabendo que eu preciso melhorar e muito, para mim, eu não aceito mais parar minha vida por causa das minhas banhas.

A atitude que a gente tem em frente à vida, é mais uma das difíceis escolhas que temos que tomar.

Eu tenho medo de morrer. Ontem fui conhecer a filha de amigos e , se por um lado a família estava feliz pela renovação, não pude deixar de reparar que a Bisa estava amuada.
Tenho uma tia que diz “é muito ruim ficar véio”.
Não deve ser bom, de fato. Ossos frágeis, pele sem elasticidade, músculos fracos – e isso apenas o corpo.
Mas eu, que espero ter a sabedoria para envelhecer em paz, me sinto muito vulnerável, já temo a morte.
Temo mesmo. Há dias em que vejo alguma notícia ruim, e já fico pensando que era um dia comum, para mim e para “eles”.
E finito est.
Eu acho que isso acontece muito porque eu tenho medo de não viver tudo que quero.
Mas o que realmente quero?
A Ironia é que volto à terapia para me ajudar a fazer mais e falar menos. Mas vou sem crença e paciênca para as sessões, porque acho que é uma hora a menos (fora o trânsito), uma grana a menos (“investimento, não gasto, Dani, pense assim!”) que deixo de agir ao invés de elocubrar.
Eu tenho muita saudade do que não viví, porque qualquer motivo que seja.
E uma arrogância danada por não querer acabar.

Seria isso a melancolia?

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